sábado, 17 de março de 2012

Quebra cabeça

Essas coisas de Drummond quando transbordam junto a verdade
são as mesmas coisas, sem vaidade, só imaginaçao

Essas veias sim pulsantes, borbulhando em cada instante,
perdi qualquer recordação, o que poderia ter sido vai ser,
se já nao foi.

Essas peças todas soltas, essa bagunça toda louca
faz o maior sentido quando se encaixam na sala de estar

Auto luz

Revivo a vida em pores do sol que me acordam como alarme
acenam me todos os raios de luz
Tenho que rever todos os filmes, provar dos sucos e salivas, tenho que rir do perigo
tatear sulcos e medidas

Quantas paisagens voce conta no seu dia?
Quantas pinturas tece com os olhos?
No fim do dia perduram quantas das suas filosofias?

Caricaturas banhadas a fino oléo
Madeiras pra esculpir, troncos com os quais nos espelhar
Jarros de barros pra entortar e então fugir do padrão pra se moldar

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Alem da ilusao

Atingir de forma plena toda celula em sua verdade
esteja comigo não há mais duvidas,
nem olhos que não os do coração

Não existirão gaiolas que não
às da mente
Tão pouco curiosidade doentia
que não o destino

Acreditar que tudo era pra ser
e o seu livre arbítrio é direito de ser
mestre do presente

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Agora e não mais

O que eu fiz foi quem eu fui
quem sou eu, apenas estou sendo
sou materia inconstante que ilude as suas retinas
sou monte de massa de carbono em movimento
destino e sinas

Sou assim parte presunçao
ousadia e omissao juntos no liquidificador
,que sao os sentimentos da hora, que foi produzido
de acordo com a minha visao do passado

O que eu penso que poderia acontecer tambem nao sou eu
eu sou apenas um cara sentado que nao achou uma caneta
digitando um texto e gostando de uma menina, parte preocupado com o mundo
e curioso com quem minha materia ha de encontrar no proximo presente

Eu sou o agora e nada mais

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Em todas as estações

Almejo, beijos apertados de esquimó
quentes como labios atados como nó

Meu bem banalize a lingua minha em teu corpo
cante a alma e brinde o gozo
mas por fim nao me beija em esquimó,
se nao conhece a linguagem do frio,
quando se preenche com quente o vazio

E banalize as saladas antes do almoço
e nao me acorde aos domingos, se apenas enxerga
o ocio do osso, sim,
necessito da carne pra fechar por entre os dentes
de alimento pra hibernar nosso bem maior

Querida queime o mundo, e nao me tira o beijo de esquimó

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Handmade Softer Rough Love

Got to flow, got to know
to quiet down in the rise of wisdom
Yes, the third dimension, misconception
and information

Sculping myself in early mornings
of abstract poetry

Compelled by nude interstellar exploding
emergent dinasty

Surfing in stages where larger warves
were replaced, lost my face in tenderness in order
to gain a harder and rougher love

Dance with ,fly with me says the melodie
who you are, swear to this reality
there was blur among the stars

Burning eyes have heard some blues
then feeling soft by the foam and the groove
That fingertip was not yours ,enough to fit a handmade form

Sculped and molded
Sculped and molded

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Régua de nômades

Compre-me um quilo de ritmo
beijos, prosas e bossas,
todas novas

Fios de cabelo em todas as cores
explosões inter-estrelares
Compre-me pluralidade e atomos indecifraveis

Uma tonelada de despedida e primeiros encontros,
centímentros de indecência, e metros da sua mais fina necessidade
meça e então desmeça aquilo que for de verdade