sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Quem tem sede?


Cada lingua é uma sede
cada ombro, uma rede
eu nem tenho mais saliva
a essa hora da noite pra conversar
ou discutir o que nao se encaixa
esse quebra cabeça de peças
parecidas e dissonantes

Eu sei lá
foi a inércia da tv
foi a paralisia da internet
foi essa coisa passional-estatizada
esse botão seu-meu anti stress

Não sou bom pra procurar
sem aquelas ferramentas
É só clicar e comprar, me esquenta ae esse poema
no microondas , e faz uma letra pra mim
uma música pra você, tudo vai se encaixar bem você vai ver..

Mas tenho não vocação
pra agua morna, pra meio kilo
se não tem sede, eu morro seco
e pra beber me traz o Nilo!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Private Sky

Climbed up to floor 23
Ups and down, breathtaking view of the sea
Do you see the ladder?
Some blind people call it wings

But i forge it friend of mind
throughout endless night without sight
Dont try to envy
another waste of time is apathy

Build yours
and don't ever look back
when the wolves try a trap
howl it loud , yes, you've got a moon
in your private sky

Take step after step
reaching the edge of the wall
the hammer of silence
brick after brick shall fall

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dissipa


Meu sorriso como um arco
Se dissipa como o vento em flecha
Redemoinhos e tormentas
Duvidas e insinuaçao

Quase virgem você me diz
de falhas como vasos que se quebram
e põem se restaurados novamente
cola forte, forte mente

Num solavanco se levanta e se despe
quase como num tiro, bala ainda quente
corta a carne, passou rente a gente,
que já não sente só reage

Decotes estampados num vestido
Xadrez clichê
Passe aqui com suas carnes, se incline ate o corpo fenecer
Passado de malicia, teu crime cobiça a minha alma
Não sou de me render

Aperte e implore
por mais e além
do que se pode ver e sentir
Não sobrou um vintém

terça-feira, 3 de julho de 2012

Deixa Bifurcar

A consciência entende com c-alma
o espirito abraça

E se a carne fraqueja
o espirito espera
o ego lampeja
como em oléo de baleia disfarça

A frustração surge por baixo da escada, 
a inteligência se apaga
meu velho e forte castiçal
chama por vezes escassa

Os sois voltam a surgir 
o espirito a sorrir
me guiem de volta pra casa

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Segredo e razão

Eu nao gosto gente frigida , dinossauros
ursos de pelucia, monstros no seu armario
coloque tudo sobre a mesa, digo sim a entrada
mas me traz sobremesa

Eu adoro tatuagens e frutas no seu cabelo
Seja carmem miranda e não compre um espelho
eu nao gosto de fadas mas sim cogumelos
me gusta plantas e algum misterio

Que a valha a pena por que correr
mas se nao valer a pena. Ainda o correr.
Vou pra cansar e voltar novamente
desgastar os sapatos, batuques da mente

Eu venero baratas, imortalidade
eu odeio charadas, palavrinha amestrada
Não me gosta pena, no me gusta aquela cena
frusta apatia e mediocridade

Estabilidade e segurança se tua mente baila sem norte
Confio em sorte e direção Me inclino sobre paixão e vão
Chegar e então deixar, correr é o segredo
a razão ancorar

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Auréola gravidade


Meu veneno anti mediocridade, anti gravidade
anti demasia e maldade, minha cura e minha verdade
minha aureola insanidade

Não tenha medo da loucura, somos apenas a minoria
que admite algumas açoes em pensamentos, não se prenda
 Grite sim para o não das almas minimizadas

Minha alma em voo cones, labirintos de chile
pula muros, escada dos boulevares, Recifes
fogos de artificio, tempo frio da madrugada
a saltos impares em jornadas virgens

Cada vez que eu pirar não se irrite. Respire. Imite

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ampulheta Metamórfica

E a gente que pensou poder dar voltas no mundo
e voltar pra um universo todo nosso novamente
e pensar que ter asas em corpo de serpente
fosse nossa sina, pra voltarmos juntos menino e menina, João e Maria

Movimentos bruscos de translaçao desviaram a nossa volta pra casa
aquela trilha feita de farelos, os porcos levaram e pouco sobrou
Nos perdemos nas esquinas dos mapas caseiros
nas bussola sem norte, na ampulheta do medo

Sem pensar que a sede muda
sem pensar que a sede vai
e o gosto vislumbra 
a lembrança do que já foi mais

Como então ser menos 
Impossivel se nao for a cem por cento
Se nao pulsar rápido pra romper a barreira do som
e dar risada das nossas caretas anti qualquer coisa

Caramba, tão rapido e eterno
guardem as fotografias eu não volto ao passado