Ali estavam qual cera
amantes de uma cidade extinta
indisciplinados de rubra cor
frios agora, relíquia de fervor
Quando a paixão era moeda
de troca, e o mundo era primavera,
a gente carregava poesia nas costas
mandamentos escritos em pedra
Soltava versos meio sem querer
distribuia-os gritando ao nascerem,
que a vida passa nessa de raíz,
nessa de pluricelular aprendiz
E é inconcebivel o conceber
Puro o êxtase em ser, ser sem precisar de opiniao!
Como protestavam histéricas as crianças loucas daquela praça:
"Quantos morreram já libertados
quantos guardavam e esperavam
O décimo terceiro e a cereja do bolo
A prestaçao dos punhos do caixão!"
Se tua paixão valesse em dolar
se minha púpila dilatada fosse a norma
se fossemos proibidos de não estar apaixonados
se mudassemos de profissão por "amante desqualificado"
"Muito tímido" ou muito pálido"
"Energia em potencial apenas a mediocre 100%..."
"E também não tem espasmos de loucura, nem crises de insônia empolgado"
"Nem neurose de paixão, sem contemplar do nada e sem gargalhada-
infinita-vertigem-curiosa-contra-desconhecida barreira"
DESQUALIFICADO!
terça-feira, 13 de maio de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Amar
-Amar dói
-É o saber mais sincero do efêmero dos corpos, junto ao
sentir tao eterno, terno, quanto a nossa imperfeição
-Me perdoe por amar
entăo
-Mas antes me abrace já pra eu te perdoar
me gaste pra se fazer gastar, me golpeia se eu puder te acertar
vamos lá me mate que vamos viver no matar, se for por uma boa razăo, não tem pecar não
-Me mata todo dia entăo
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Paraquedas
A criança doida
O nadador aflito
O dançarino celebre
A borboleta ágil
O olhar cruzado com o selvagem.
O bravejar do cume
O orgasmo trepidante
A água corrente fria
O choque de encontro num abraço
O enlaçar do laço.
A águia em ataque certeiro
O amasso contra o relutar, farceiro
O vingarás, o farfalhar, um Ah e o caos
Os voos do gênio
e um paraquedas no louco
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
The Chair
Há beleza genuina nas coisas simples da vida
Aldous Huxley, a cadeira, a mescalina
a fonte fina perene do fogaréu
Guiam nossas mãos ao encontro sem um minimo esboço
que não coração, qual rio à desaguar
E que faz perguntar, por onde andava se eras eu todo por aí?
Como assim ousava eu tentar ser sem ti?
Por não questão de precisar, mas questão mesmo
de mutuo saber mesmo!
Quando dissermos que nos vimos naquela brisa
virgem de um filme de 1983, o tempo cortês
arremessando pro ar uma risaiada de soluçar,
atravessamos o sinal, saltando pra faixa de pedestres
Indo além da memoria, da mente tão racional
Quando senti aquarela, assassinei as religiões
tateiei o real
Aldous Huxley, a cadeira, a mescalina
a fonte fina perene do fogaréu
Guiam nossas mãos ao encontro sem um minimo esboço
que não coração, qual rio à desaguar
E que faz perguntar, por onde andava se eras eu todo por aí?
Como assim ousava eu tentar ser sem ti?
Por não questão de precisar, mas questão mesmo
de mutuo saber mesmo!
Quando dissermos que nos vimos naquela brisa
virgem de um filme de 1983, o tempo cortês
arremessando pro ar uma risaiada de soluçar,
atravessamos o sinal, saltando pra faixa de pedestres
Indo além da memoria, da mente tão racional
Quando senti aquarela, assassinei as religiões
tateiei o real
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Entrevista com as estrelas
São mesmo as estrelas estaveis?
inteligíveis, supernovas de cristal.
Ou são qual neblina matutina
paixão de primário, viagem de fim de semana pra serra
São as estrelas errantes ou poetas?
Talvez poetas errantes, pois nunca saberam se estavam certas...
Perdendo sua forma e rosto em velocidade dilacerante
Vivem com saudades ou correm com o instante?
Será que sentem orgulho do que praticaram
ou deixaram pra trás?
Será que formam sombra na noite silenciosa?
Tem as estrelas pele morta?
Perderão o brilho ou um dia o gás?
Celebrando cada instante com total indiferença
Convidam-nos a brindar, inconsequentes
Queimar na velocidade da luz a própria essência
Assustando satélites estacionários
Revigorando quem mira torna-se cadente
inteligíveis, supernovas de cristal.
Ou são qual neblina matutina
paixão de primário, viagem de fim de semana pra serra
São as estrelas errantes ou poetas?
Talvez poetas errantes, pois nunca saberam se estavam certas...
Perdendo sua forma e rosto em velocidade dilacerante
Vivem com saudades ou correm com o instante?
Será que sentem orgulho do que praticaram
ou deixaram pra trás?
Será que formam sombra na noite silenciosa?
Tem as estrelas pele morta?
Perderão o brilho ou um dia o gás?
Celebrando cada instante com total indiferença
Convidam-nos a brindar, inconsequentes
Queimar na velocidade da luz a própria essência
Assustando satélites estacionários
Revigorando quem mira torna-se cadente
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Acho que sempre, Talvez, Sempre de novo.
Acho que sempre gostei de você
e não sabia.
Não com toda essa saudade pressentida pelo menos
Seus cabelos pretos
sobre os ombros, seu sorriso único
"Aportar é poesia" me disse
"Apostar também" eu pensei, só mesmo pensei
Mesmo com todos convites da gente
juntar os trapos, convites indiscretos
que me deixaram assustado
Perdoa esse menino, que não esperava
amor, suor e traças
Tenho medo de envelhecer dai eu fujo
de compromissos, enxergo encruzilhadas
miro crucifixos
Não é que não te amo e vou te amar durante todo o inverno
É só omissão, ou mimetismo, se preferir o requinte da palavra como recordação
No verão uma menina perguntou
se eu era feliz.
Expliquei que entendia a vida
a cada dia melhor, numa progressão surpreendente!
Felicidade que eu sempre quis
Enguiço misturado com feitiço realmente, mas ainda assim o meu enguiço
Continuo gostando do seu shampoo
e não hei de substitui-lo tão cedo em minha memória
como presentes a futuras amigas
Amor Amor Amor
"O que é feminismo?" pela editora brasiliense
minha irma me deu esse livro de aniversário
Era liberdade em maestria...
e não sabia.
Não com toda essa saudade pressentida pelo menos
Seus cabelos pretos
sobre os ombros, seu sorriso único
"Aportar é poesia" me disse
"Apostar também" eu pensei, só mesmo pensei
Mesmo com todos convites da gente
juntar os trapos, convites indiscretos
que me deixaram assustado
Perdoa esse menino, que não esperava
amor, suor e traças
Tenho medo de envelhecer dai eu fujo
de compromissos, enxergo encruzilhadas
miro crucifixos
Não é que não te amo e vou te amar durante todo o inverno
É só omissão, ou mimetismo, se preferir o requinte da palavra como recordação
No verão uma menina perguntou
se eu era feliz.
Expliquei que entendia a vida
a cada dia melhor, numa progressão surpreendente!
Felicidade que eu sempre quis
Enguiço misturado com feitiço realmente, mas ainda assim o meu enguiço
Continuo gostando do seu shampoo
e não hei de substitui-lo tão cedo em minha memória
como presentes a futuras amigas
Amor Amor Amor
"O que é feminismo?" pela editora brasiliense
minha irma me deu esse livro de aniversário
Era liberdade em maestria...
domingo, 21 de julho de 2013
Sem piscina
Essa vida é uma borda sem piscina
pra se perder no nadar, 100 gramas de ritalina's
Droga patenteada, geração abestalhada
Laboratório de química, cobaias desfiguradas
Essa realidade é uma sina, cada passo computado
estudado pelo meu deus, meu eu diabo.
Julgamento fabricado pela sua televisão
ser formador de opinião, padrão pra fazer milhoes
Edwards Bernays, viveu no limbo ou na aflição?
Hipocrisia ou manicômio.. na sua mesa
quem hoje come? Crianças da indonesia com um dolar
sem sobrenome
Conversa? Quem é que se esconde?
Promessa , palavra de homem, saudade e nostalgia constante
quando saudavamos a essência e todo mundo prestava, prestava?
Ou era tudo figurante?
Pouco importa
hoje é tudo codinome me empresta, me venda, sequestra, me entenda
Sou seu irmão ao avesso, realidade é maldade, quem é avesso do ermo?
O que fizeram de você? Te disseram? Você percebeu ou quis esquecer de perceber?
pra se perder no nadar, 100 gramas de ritalina's
Droga patenteada, geração abestalhada
Laboratório de química, cobaias desfiguradas
Essa realidade é uma sina, cada passo computado
estudado pelo meu deus, meu eu diabo.
Julgamento fabricado pela sua televisão
ser formador de opinião, padrão pra fazer milhoes
Edwards Bernays, viveu no limbo ou na aflição?
Hipocrisia ou manicômio.. na sua mesa
quem hoje come? Crianças da indonesia com um dolar
sem sobrenome
Conversa? Quem é que se esconde?
Promessa , palavra de homem, saudade e nostalgia constante
quando saudavamos a essência e todo mundo prestava, prestava?
Ou era tudo figurante?
Pouco importa
hoje é tudo codinome me empresta, me venda, sequestra, me entenda
Sou seu irmão ao avesso, realidade é maldade, quem é avesso do ermo?
O que fizeram de você? Te disseram? Você percebeu ou quis esquecer de perceber?
Assinar:
Postagens (Atom)